![]() UM DOS FICCIONISTAS mais brilhantes da
literatura brasileira contemporânea, Caio Fernando
Abreu deixou um universo grandioso de contos,
novelas e romances, além de sua essencial
correspondência com outras mentes artísticas. Com
a mesma paixão que imprimiu a toda a sua obra,
trabalhou também o texto teatral, diretamente para
o palco, que reverenciava: assistia a todas as peças, “Este livro é filho de uma peça de teatro. Nasceu
do processo de produção de O homem e a mancha, último texto teatral de Caio, escrito exatos dois anos
antes de seu falecimento”, explica Breda na
apresentação do livro. Nesta edição, as oito peças
aparecem na ordem cronológica de suas estréias e
acompanhadas de suas respectivas fichas técnicas
e de fotos das montagens. Nas peças, encontramos
um autor cosmopolita, abertamente hilário ao
mesclar profano e sagrado em diálogos que
poderiam se passar numa festa de fim-de-mundo,
lírico ao manipular os limites entre acontecimentos
cotidianos e o puro sonho lisérgico que permeia toda Agora, doze anos após a estréia de O Homem e a Mancha no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, o teatro de Caio Fernando Abreu ganha uma publicação esmerada, minuciosa, cuidadosa. Longa vida ao teatro (agora sim, completo) de Caio Fernando Abreu. |